quarta-feira, agosto 26, 2026
Reclame Sempre
Advertisement
  • Home
  • Geral
  • Economia
  • Educação
  • Internacional
  • Justiça
  • Noticias
  • Política
  • Saúde
No Result
View All Result
  • Home
  • Geral
  • Economia
  • Educação
  • Internacional
  • Justiça
  • Noticias
  • Política
  • Saúde
No Result
View All Result
Reclame Sempre
No Result
View All Result
Home Geral

El Niño pode elevar preços dos alimentos no Brasil e pressionar inflação nos próximos meses

redacao by redacao
23/08/2026
in Geral
0 0
0
El Niño pode elevar preços dos alimentos no Brasil e pressionar inflação nos próximos meses
0
SHARES
0
VIEWS
Share on FacebookShare on Twitter


Os efeitos do El Niño sobre o clima podem chegar ao bolso dos brasileiros nos próximos meses. Um estudo do Rabobank aponta que os preços dos alimentos podem atingir o pico de alta em até seis meses após os impactos provocados pelo fenômeno climático.

Os produtos in natura, como carnes, frutas e hortaliças, estão entre os mais vulneráveis. Em um cenário de El Niño forte, essa categoria pode registrar alta de 19,9%. Já os alimentos consumidos no domicílio teriam avanço estimado de 6,32%.

Caso o fenômeno seja moderado, as projeções indicam aumento de 13,4% para os produtos in natura e de 2% para a alimentação no domicílio.

O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, alterando os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do mundo. No Brasil, o fenômeno pode provocar períodos de seca em áreas produtoras e chuvas acima da média em outras localidades, afetando diretamente as safras.

Hortaliças podem sentir impacto primeiro

De acordo com o levantamento, os alimentos in natura respondem mais rapidamente às mudanças climáticas. As hortaliças estão entre os produtos mais sensíveis porque possuem ciclos de produção curtos. Com isso, uma quebra na oferta causada por problemas climáticos pode chegar rapidamente aos preços pagos pelo consumidor.

Os alimentos semi-elaborados, como arroz e feijão, tendem a sentir os efeitos de maneira mais gradual, principalmente por causa do aumento dos custos de produção e dos insumos.

Já os produtos industrializados devem apresentar uma reação mais moderada, uma vez que seus preços também envolvem despesas com processamento, embalagem, transporte e comercialização.

Impacto pode chegar ao IPCA

O estudo do Rabobank também calculou os possíveis efeitos do fenômeno sobre a inflação oficial do país.

Em um cenário de El Niño moderado, a alta dos alimentos poderia acrescentar cerca de 0,41 ponto percentual ao IPCA. Os produtos in natura responderiam pela maior parcela desse impacto.

Em um episódio forte, o efeito seria ainda maior. A alta dos alimentos poderia adicionar aproximadamente 0,83 ponto percentual ao IPCA, sendo que somente os produtos in natura contribuiriam com cerca de 0,53 ponto percentual.

Segundo o estudo, o impacto mais expressivo sobre os preços deve aparecer aproximadamente seis meses depois dos choques climáticos.

Previsão aponta maior risco de El Niño forte

Para avaliar os efeitos do fenômeno, o Rabobank comparou o Índice Oceânico Niño (ONI), indicador usado para medir a intensidade do El Niño, com o comportamento da inflação dos alimentos durante episódios anteriores.

Valores acima de 0,5°C na média de três meses são classificados como El Niño moderado, enquanto temperaturas superiores a 1°C indicam um evento forte.

Segundo a última previsão da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 26% de probabilidade de um El Niño moderado, 57% de chance de um evento forte e 16% de possibilidade de um fenômeno muito forte.

Para o fim do ano, as projeções apontam aproximadamente 80% de probabilidade de ocorrência de um El Niño forte.

Regiões podem sentir efeitos diferentes

O impacto sobre os preços também deve variar entre as regiões metropolitanas brasileiras. Segundo o relatório, locais com maior participação de alimentos in natura no consumo ou na produção tendem a registrar os efeitos mais rapidamente.

Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Brasília, Fortaleza e Belém estão entre as regiões que podem enfrentar maiores aumentos no curto prazo.

Salvador e Recife, por outro lado, devem ter impactos iniciais menores, com possibilidade de um repasse mais gradual dos efeitos climáticos para os preços.

Café, arroz e milho estão entre os produtos de atenção

Além das hortaliças, outros produtos agrícolas podem sofrer com as mudanças nas condições climáticas. Entre eles estão milho, café, frutas, laranja, cana-de-açúcar, trigo e arroz.

O leite também pode ser afetado, dependendo do volume de chuvas registrado principalmente na Região Sul.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a pecuária pode estar entre as atividades mais prejudicadas no Centro-Oeste e no Norte, onde períodos de estiagem podem reduzir a disponibilidade de água e prejudicar as pastagens.

Nem todas as regiões, porém, devem enfrentar perdas. No Nordeste, o calor e o menor volume de chuvas podem favorecer a colheita do feijão. No Sul, a previsão de chuvas acima da média pode beneficiar culturas de inverno.



Fonte de matéria https://spdiario.com.br/noticias/economia/el-nino-pode-elevar-precos-dos-alimentos-no-brasil-e-pressionar-inflacao-nos-proximos-meses.html

Previous Post

Casas Bahia: recuperação judicial não suspende direitos do consumidor | Notícias de Campo Grande e MS – capitalnews.com.br

Next Post

Botox deu errado? Saiba quais são os cuidados e os direitos do consumidor – Portal Aqui Vale

redacao

redacao

Next Post
Botox deu errado? Saiba quais são os cuidados e os direitos do consumidor – Portal Aqui Vale

Botox deu errado? Saiba quais são os cuidados e os direitos do consumidor - Portal Aqui Vale

Reclame Sempre

© 2026 RECLAME SEMPRE

  • Reclame Sempre

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In
No Result
View All Result
  • Home
  • Geral
  • Economia
  • Educação
  • Internacional
  • Justiça
  • Noticias
  • Política
  • Saúde

© 2026 RECLAME SEMPRE